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Alterações na Ressonância do Encéfalo nos pacientes COVID-19

Saiba mais sobre as Alterações na Ressonância do Encéfalo nos pacientes COVID 19

O que é?

O novo coronavírus (SARS-Cov-2) tem causado desde sintomas leves respiratórios à insuficiência respiratória grave e morte (COVID-19). Sabe-se atualmente que a COVID 19 em cerca de 30% dos casos causa acometimento do sistema nervoso central, tais com dor de cabeça, rebaixamento nível de consciência, doença vascular cerebral (AVC) e epilepsia.

Os sintomas deste novo coronavírus (COVID-19) acometem mais o sistema respiratório, podendo variar desde sintomas leves ou até mesmo desencadear insuficiência respiratória e sepse grave.

A maneira como o novo coronavírus atinge o sistema nervoso (central e/ou periférico) pode ser, basicamente de três formas:
(1) Através da via sanguínea (atravessando a barreira hematoencefálica); ou
(2) Sendo carregado pelas células de defesa (os linfócitos) ou;
(3) Através da propagação pelo axônio (célula nervosa), adentrando na célula nervosa através do receptor da enzima conversora de angiotensina.

Sintomas

O quadro clínico mais comum do acometimento neurológico na COVID-19 é a perda do gosto da comida (paladar) e do olfato. Outra manifestação neurológica frequente seria a diminuição do nível de consciência, confusão mental ou mesmo o coma.

A COVID-19 pode ser responsável no cérebro por uma patologia isquêmica ou hemorrágica (“AVC”), promovida pelo adoecimento do endotélio vascular, causando alteração da coagulação.

Em algumas situações, o coronavírus (COVID-19) provoca quadro de meningite ou raramente pode ainda evoluir com encefalite hemorrágica necrotizante, onde ocorre destruição de partes do cérebro, com um contexto clínico mais exuberante e dramático. Provavelmente, provocado por descarga citocinérgicas, ou seja, devido a uma defesa exacerbada do organismo ao coronavírus.

O coronavírus (COVID-19) pode também ser responsabilizado por descarga elétrica anômala/errática, ocasionando uma crise convulsiva (“epilepsia”) ou rebaixamento do nível de consciência (“estado de mal epiléptico”). Por vezes, o comprometimento respiratório é causado não só pelo dano ventilatório mecânico do pulmão, mas também por uma associação de efeitos do coronavírus sobre o centro respiratório no sistema nervoso central que comanda o “drive respiratório”.

Diagnóstico

O diagnóstico das manifestações neurológicas da COVID-19 pode ser obtido por exame de imagem: ressonância magnética nuclear (RNM).

Metodologia

Estudo foi realizado analisando pacientes com diagnóstico de COVID-19 e alterações neurológicas em pacientes internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), no período entre 01 de março a 18 de abril do ano de 2020, seguindo um rigoroso protocolo. Estudo realizado na cidade de Istambul, Turquia.

Resultados

Foi analisado um total de 749 pacientes (todos com sintomas neurológicos). Destes 235 estavam internados na UTI. Dos pacientes internados na UTI, 168 pacientes estavam entubados e 67 não entubados.

Estes pacientes tinham em média 63 anos de idade (variavam entre 37 e 87 anos de idade), maioria do sexo masculino e com comorbidades.

Em 44% dos pacientes foram identificadas alterações agudas na ressonância. 37% dos pacientes tinham alterações de sinal cortical (Flair). Apenas três pacientes apresentaram alteração de sinal (Flair) na região subcortical e substância branca. Anormalidades envolvendo os lobos: Frontal 04 pacientes; Parietal 03 pacientes; Occiptal 03 pacientes; Temporal 01 paciente; Cortéx insular 03 paciente e Cíngulo 03 pacientes.

O resultado proposto no estudo indicou que a COVID-19 pode causar alteração nos exames de ressonância de crânio (44% dos casos), principalmente, em pacientes masculinos, com idade média de 63 anos, com comorbidades, dentro de uma evolução mais grave da doença COVID-19, ou seja, em regime de terapia intensiva (entubados).

Tratamento

O protocolo terapêutico sofre constantes ajustes, pois ainda está em fase experimental, como o uso da: cloroquina, hidrocloroquina, ivermectina, corticóides ou associações com antibióticos como a azitromicina. O quadro neurológico precisa ser direcionado ao quadro em questão. Se há crise convulsiva, por exemplo, é utilizado anticonvulsivantes.

Fonte

Mao L. et al; Neurological Manifestations of Hospitalized Patients with Coronavirus disease 2019 in Wuhan, China. JAMA Neurol. Published online April 10, 2020.

Kandemirli et al: Brain MRI Findings in Patients in the Intensive Care Unit with COVID 19 Infection. Radiology. Published on line May 8, 2020

Médico

Com especialização em neurocirurgia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Dr. Paulo Wagner Linhares Filho vem se dedicando ao estudo das patologias encefálicas, raqui-medulares/coluna vertebral, dos nervos periféricos, tumores de crânio e de medula. O especialista possui ainda amplo conhecimento das técnicas para o tratamento de dores de difícil controle. Caso deseje conferir o currículo completo do especialista, clique aqui: https://paulowagner.com.br/dr-paulo-wagner.

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Como parte do tratamento de doenças do cérebro, e também de sua própria especialização e estudos de pós-graduação, Dr. Paulo Wagner Linhares Lima Filho realiza cirurgia no crânio. Estas operações têm como objetivo diminuir os sintomas causados pela doença, permitindo que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida. Para tornar a recuperação no período pós-operatório mais fácil, o especialista pode optar ainda pela realização de procedimentos pouco invasivos. Para conferir as cirurgias realizadas e as enfermidades atendidas pelo médico, confira este link: https://paulowagner.com.br/servicos.

Contato

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